A loira do carro preto

Aviso: A lenda que está prestes a ler, foi enviada por um leitor.


                                        
Em Manaus comentam que  uma mulher, loira, anda pelas cidade em um carro preto, acompanhada por um homem em busca de crianças para "roubar" os órgãos delas.

 Quarta-feira (12) à tarde, em uma delegacia do bairro Novo Israel. Ao saber que uma mulher, loira, dirigindo um Fox preto, havia sido presa --junto com um homem-- após perseguição policial pelas ruas da cidade, uma multidão se dirigiu ao 18º Distrito Policial de Manaus para conhecer, de perto, a mulher de quem a lenda falava. 

Alguns queriam linchá-la e policiais militares tiveram de cercar a delegacia para impedir as agressões. Quando os suspeitos chegaram à delegacia, cerca de mil pessoas já estavam na frente do distrito para “pegar" a suposta ladra de órgãos, segundo o delegado Paulo Martins. A multidão, entretanto, havia se enganado de loira. 

A mulher que acabava de ser detida era suspeita de tráfico de drogas, e não de órgãos. No local, um menino de seis anos, levado pelos pais, aguardava a pessoa que, segundo o garoto, havia tentado levá-lo dias atrás. Ao ver chegar a suspeita, disse que a reconhecia. Em seguida, mudou a versão. A loira e o homem não chegaram a ser detidos e, como não houve flagrante, foram liberados em seguida, após os policiais dispersarem a multidão, ao dizerem que o alvo da investigação não tinha relação com tráfico de órgãos. 

A suspeita era investigada por envolvimento com o tráfico de drogas. Naquela tarde, era observada por policiais e, ao notar que era seguida, resolveu fugir. Foi quando a perseguição teve início. De acordo com a Secretaria da Segurança do Amazonas, o que aconteceu não passou de uma"confusão". A assessoria da Polícia Civil informou que as pessoas foram "incitadas" por programas policiais da televisão local que, no início do ano, começaram a veicular reportagens sobre um esquema de tráfico de órgãos em Manaus, comandado por uma mulher loira que dirigia um carro preto pela cidade e arrancava os órgãos de crianças. 

Desde então, diz a assessoria da polícia, a cidade ficou"vidrada" na história. Delegacias recebiam ligações de pessoas em busca de informações sobre o esquema, o que se revelou apenas uma lenda urbana.

Autor anônimo


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