HOTEL MAL ASSOMBRADO EM SANTA CATARINA

Eu e meus amigos fomos passar uns dias em Santa Catarina, mas não queríamos gastar muito então nos hospedamos em um hotel barato, mas ficava bem perto da praia. 

Chegamos de manhã no hotel, ocupamos os quartos 214 e 220, reparei que tinha uns quadros meio estranhos nos quartos, mas não dei bola, fomos tomar o café da manhã e logo mais fomos para a praia. 


O dia foi muito divertido e animado, voltamos para o hotel à noite tomamos banho e fomos para uma festa que estava acontecendo na Ilha de Canavieiras. Dançamos e bebemos muito, o Digo meu amigo tomou varias que tirou a roupa e correu pelado na praia. Conhecemos varias pessoas legais e divertidas.

Estava tudo indo bem até voltarmos para o hotel de madrugada. Eram 05h00min da manhã quando chegamos, limpamos os pés sujos de areia e entramos, quando nos deparamos com um senhor de bigode que estava na portaria, ele era mal encarado e rude, nada se parecia com a simpática moça que nos atendeu de manhã. Mandou que nós parássemos de fazer bagunça que estava perturbando os outros hóspedes, mas até então só havia visto umas velhas que estavam ali. 

Obedecemos fomos para o quarto, pegamos o elevador e quando a porta abriu o Rafa ia sair e de repente a porta se fechou e por pouco não o pegou. E ela ficou assim durante um tempo, até que parou e saímos do elevador. Estamos no corredor e os guris não paravam de bagunçar e fazer folia, eu como não estava tão bêbado, fui com eles ate o quarto, eu e o Gui (meu colega de quarto) ficamos um pouco lá e depois fomos para o nosso quarto. Resolvi dar uma olhada nos meus amigos se estava tudo bem, quando o velho apareceu atrás de mim do nada naquele corredor escuro e longo, levei o maior susto. Ele ficou me olhando e me perguntou o que eu estava fazendo ate essa hora acordado. 

Expliquei para ele, o que eu iria fazer e ele apenas me olhou e foi embora. Não fui ate lá, voltei para meu quarto. Dormi. Sonhei coisas muito estranhas, demônios e aquele velho vieram no meu sonho. Acordei no outro dia como se nada tivesse acontecido. Agora o corredor estava iluminado e bonito, tirando aqueles quadros que gritavam medo nas paredes, e um vaso preto que estava no final do corredor. 

Eu e o Gui descemos para tomar café, ficamos esperando o Rafa e Digo, mas eles não apareceram. Bati na porta do quarto e eles não abriram, achei que ainda estavam dormindo pela ressaca, e então fomos dar uma volta no centro. Tínhamos marcado com umas garotas de sair nesse dia, então tinha que comprar um perfume novo, compramos e voltamos no hotel para acordar os guris para irmos almoçar. Quando chegamos ao quarto deles, uma camareira negra e gorda estava arrumando o quarto. Disse que eles já haviam saído, pois a chave estava na portaria. Liguei para eles, mas não me atendiam, resolvi ir à praia para ver se os encontrava.

 Perguntei para um velho que estava sentado perto de uma pracinha que tem na praia e ele me disse que não tinha os visto. Perguntou-me em qual hotel estávamos, expliquei pra ele onde ficava ele me olhou com uma cara de espanto e me perguntou se eu não tinha percebido nada de anormal. Comecei a ficar com medo, olhei para o Gui, ele estava de olhos arregalados e então o velho começou a falar. "Há muito tempo atrás, naquele lugar ficava um convento de freiras. Eram quase 100 mulheres que moravam lá. Mas certo dia, um fato aconteceu. Um padre estuprou uma das freiras e ela engravidou e ele a fez jurar que nunca falaria nada, pois se não ele a matava. Ela tentou esconder a gravidez, mas a Madre superior descobriu e então a trancou em um porão que ficava em baixo da escada para que servisse de exemplo para todas. 

Ela ficou lá por dias sem água e sem comida, ate que uma irmã que era cozinheira levou para ela um pedaço de pão e uma vasilha de água. No outro dia, começou a sentir muitas dores e viu que iria dar a luz, gritou e gemeu, mas ninguém a acudiu. Teve o filho ali, mas morreu ao dar a luz. A criança chorava e esse choro incomodou a madre que pegou a criança e a jogou no mar, mas antes disso chamou a menina de Marina, que quer dizer rejeitada para os indígenas da ilha. Desde então as freiras viam vultos de uma mulher passando pelos corredores do convento. Ficavam apavoradas e chamaram o padre para fazer uma reza. O padre então entrou no quarto que era da mulher. Horas depois as freiras entraram lá, e se deparam com o padre sem cabeça, com uma poça de sangue em baixo dele. E desde então todas as freiras começaram a morrer uma a uma, as ultimas foram embora para cidades distantes, mas morreram, a morte era inevitável, apenas uma sobrou, a cozinheira. Muitos anos depois aquele convento foi reformado e se tornou em um hotel." Já estava cagado de medo quando senti um vento nas costas e um buhh, era o Rafa queria matar aquele desgraçado. 

Eles haviam saído logo depois que nós para encontrar umas gatas. Voltei a falar com o velho, perguntei se era verdade tudo o que ele falou e ele disse que sim, e disse que quem se hospeda lá, nunca volta para aquele lugar. Fiquei arrepiado, o Gui já tinha se mijado de tanto medo. Despedi-me do velho e voltei para o hotel, tentei esquecer o que aconteceu, mas não dava. Voltei para a praia para tomar um banho de mar e achei uma corrente na areia, era uma cruz de ouro, guardei no bolso da bermuda. 

Voltei para o hotel mais tranquilo, olhei para um dos quadros na parede, era uma imagem de varias mulheres, com uma roupa branca e bem no fundo havia um bebe e no pescoço uma corrente, achei muito sinistro, mas queria esquecer aquela historia. Era dia de sair e encontrar as gatas com qual marcamos de sair, estávamos esperando elas quando o velho que conheci na praia passou por mim e me olhou com olhos firmes. O cumprimentei, mas ele não respondeu. Elas chegaram, bebemos e fizemos muita festa, levamo-las para a praia, ficamos juntos e nos despedimos. Chegamos ao hotel, era passada das 03h00min e lá estava ele, o velho da portaria com aquela cara de quem esta prestes a morrer. -Chegaram cedo hoje hein, e vê se não me façam bagunça pelos corredores. Apenas ouvi e não falei nada, não quis ir de elevador fui de escada. Olhei para o lado e em baixo da escada tinha uma porta, sabia que estava com muito medo, mas queria saber o que tinha lá. Ficamos jogando carta e fumando, os guris estavam bebendo tequila, já tinha bebido umas doses, resolvi descer lá. Olhei para a portaria, ele não estava. 

Abri o portão pequeno que havia e desci uma escada que tinha. Cheguei ao porão, sujo e úmido, muito escuro. Achei uma tomada, mas não havia lapada. Acostumei-me com o escuro e então dava pra ver já alguma coisa, era um túnel enorme. Ratos passavam nos meus pés, vi um clarão bem longe, quis ir ver o que era, estava chegando perto, senti um cheiro horrível, era como se fosse de sangue podre. Quase vomitei, olhei para frente à luz tava mais forte, me abaixei para pegar um pedaço de madeira, quando levantei a cabeça, levei o maior susto da minha vida, um vulto branco na minha frente, cheiro insuportável, me estendeu a mão, imaginei que queria algo, recuei, olhei para trás, havia andado muito, corri, mas ela apareceu na minha frente impedindo que eu passasse, desviei e não olhei para traz, segui reto. Subi as escadas, o hotel estava sem luz. Totalmente escuro, caí, me levantei, cheguei ao quarto dos guris estavam deitados, tentei os acordar, mas estavam bêbados. Lembrei-me que havia achado a corrente e estava no meu bolso, fui ao corredor, estava lá o quadro das mulheres, olhei para o bebe e o que estava no seu pescoço era uma corrente de cruz. 

Não queria voltar, mas tinha. Corri ate o porão e lá estava ela, deitada no chão, já não estava de branco, mas suja e cheirava mal ainda, joguei a corrente no chão e ela gritou, quis não ouvir, mas era ensurdecedor. Sai correndo e encontrei o velho da portaria na escada, perguntou o que eu estava fazendo ali, me xingou e tentou me derrubar, mas eu o deixei cair e fechei o portão. Subi, acordei o Gui, arrumei nossas coisas e fomos para o outro quarto. Acordei o Rafa e o Digo, contei pra eles, mas acharam que estava brincando, falei que não queria mais continuar ali, eles ficaram meio assustados e então disseram que iriam sair de manhã. Dormimos todos no mesmo quarto, mas eu não consegui dormir, só queria ir embora. Era de manhã, acordei-os e descemos. 

A moça simpática estava lá, quando eu disse que queríamos pagar a conta ele me olhou com uma cara assustada, mas não disse nada. Perguntei onde estava o velho, ela disse que tinha ido ao medico, havia se cortado. Então meus amigos acreditaram em mim. Pagamos e fomos embora. Quando estávamos indo olhei para cima, na sacada do meu quarto uma mulher segurando um bebe. Não quis saber se era fantasma ou gente, não olhei pra traz. Passamos pelo velho da praia e falei pra ele, ele apenas me olhou e disse eu avisei. Fomos embora e jamais voltamos para aquele lugar de novo.

Autor: anônimo.


Comentários

  1. Ninguém leu até o final pq ninguém comentou,eu comentei maiis não li nem a metade da história.kkk

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. nimgue leu e affs seu nub olgha o tatno de gnte q leu como eu be q alguns como vc so foram pros comentarioos sem nem le manes

      Excluir
    2. Eu li tudo sim... Meu Deus será que tudo isto é verdadeiro... Mas não duvido.... OK.
      Sangue de Jesus tem poder...

      Excluir
  2. Ótima mas ta na cara que ė mentira pura

    ResponderExcluir
  3. eu li toda pode até ser verdade

    ResponderExcluir
  4. Adorei a história muito boa!!!!!!

    ResponderExcluir
  5. Achei legal e realista rs

    ResponderExcluir
  6. nesse hotel que naoo vou kkk

    ResponderExcluir
  7. Eu li inteira,achei legal, mas tenho dúvidas se ela é real!

    ResponderExcluir
  8. Alguém sabe dizer em qual praia de Floripa fica o hotel? Fiquei curioso...

    ResponderExcluir
  9. Achei um pouco terrível demais uma freira pegar um bebê e jogar no mar, mas os espíritos sem paz costumam tentar se comunicar qdo precisam de ajuda. Nem todo mundo que morre está em paz. Parece-me mas uma boa história.

    ResponderExcluir
  10. É td mentira tem carro que nem é do Brasil

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas